Em tempos de alertas de segurança da embaixada dos EUA, que desaconselha seus nacionais a visitarem quatro cidades do DF, municípios goianos querem turistas estrangeiros dando uma esticadinha por lá. E a estratégia começa por cativar os diplomatas de diferentes países. Foto de Cintia Ferreira.
Por Chico Sant’Anna. Demais fotos de Gleice Almeida
Chapada dos Veadeiros, Pirenópolis já são pontos que recebem visitas constantes de turistas estrangeiros. As belezas locais e a proximidade com Brasília fizeram dessas localidades destinos conhecidos internacionalmente. Outros municípios do Entorno Sul também desejam entrar na rota dos gringos e já estão se mexendo. Luziânia, por exemplo, definiu como estratégico convidar diplomatas estrangeiros para conhecerem os recantos da cidade tão importante para o surgimento de Brasília. O Distrito Federal recebe, apenas por voos diretos, cerca de 60 mil estrangeiros/ano. A inclusão de passeios no Entorno pode ampliar a permanência deles no Planalto Central.
O turismo pode ser uma ferramenta importante para geração de emprego e renda da região metropolitana de Brasília. Cidades do Entorno podem ganhar vida própria deixando de ser meras cidades-dormitórios. No passado, Cristalina com sua riqueza de cristais e cachoeiras era uma atração tradicional. Nos tempos de pleno funcionamento da Casa Dom Inácio de Loyola, antes da prisão do médium João de Deus, Abadiânia recebia dez mil visitantes por fim de semana, muitos provenientes do exterior. Mas os tempos, hoje, são outros, e a disputa por turistas é grande. Os visitantes podem injetar muito dinheiro, movimentando as economias locais.

Fisgando pela barriga
Antes de bater perna pelas ruas da cidade, para apreciar os antigos casarões, a tática foi expor os convivas a um grande buffet com comidas regionais.


Diplomatas de dezesseis diferentes países e culturas, como o vizinhos Suriname, Equador, Paraguai, Trinidad e Tobago, Panamá e Guatemala. Os distantes Tailândia, Filipinas, Indonésia, Jordânia, Camboja, Belarus e Rússia, e os africanos, Argélia, Botsuana e Sudão. Católicos, islâmicos, budistas, o credo, a nacionalidade não importava, todos ficaram com água na boca.
Café do interior, passado na hora, biscoitos fritos artesanais … mesa farta, decorada com frutas frescas e quitutes goianos. Não faltaram as tradicionais compotas, o como a de mamão verde e a de cidra, o doce de leite cremoso e os sucos naturais de frutas da região.


