Em declarações ao canal de notícias C5N, Sergio Castro, ex-diretor nacional de Planejamento e Desenvolvimento do Ministério do Turismo e Esportes, alertou que “a perspectiva é sombria. Tivemos 18 meses consecutivos de queda nos dois pilares do setor”.
Ele observou que esse setor gera mais de um milhão de empregos e que, mesmo na alta temporada, a ocupação hoteleira mal chega a 60%. “Isso significa a perda de 300 mil empregos. Sem turismo doméstico, não há possibilidade de desenvolvimento”, alertou.
À medida que as despesas familiares aumentavam, “os preços na indústria subiam na mesma proporção ou mais. Isso significa que você tem menos dinheiro e tudo fica muito mais caro”, concluiu.
O especialista explicou que, desde dezembro de 2023, os custos cresceram, em média, 600% devido à queda do poder de compra: “O mercado interno não tem como absorver e, internacionalmente, ficamos fora da competição por conta do câmbio”, disse.
Em relação ao turismo receptivo, Castro indicou que, para cada dois argentinos que viajam para o exterior, menos de uma pessoa entra no país. “Isso causou um déficit enorme na balança comercial, de US$ 11 bilhões em 18 meses.”