Durante uma cerimônia realizada no sítio arqueológico de Iximché, localizado no histórico distrito de Tecpán, em Chimaltenango, o presidente expressou que representa muito considerar os povos indígenas, seus conhecimentos e culturas como objetos de consumo.
Diante de autoridades da ONU Turismo e do Banco Latino-Americano de Desenvolvimento, que promoveram a iniciativa em parceria com o Instituto Guatemalteco de Turismo (INGUAT), o chefe de Estado enfatizou a luta para construir uma indústria livre de fumo inclusiva e sustentável.
No Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, Arévalo destacou a importância deste setor para o país e tudo o que ele tem a oferecer por meio de sua rica cultura, especialmente por meio do conhecimento de seus povos ancestrais.
Sobre a atividade naquele local, a quase 80 quilômetros da capital, o porta-estandarte do partido Movimento Semilla lembrou que ali ficava a capital do reino Kaqchikel, um centro fundamental para os ancestrais maias.
Ele enfatizou os esforços contínuos do INGUAT e de seu governo em geral para estabelecer um modelo de desenvolvimento turístico que não marginalize ou apague a herança indígena, mas que, com respeito, valorize sua história e reconheça sua importância para a nação.
“É uma cerimônia simbólica em vários níveis, e é por isso que é tão importante. Quem visita a Guatemala tem o privilégio de vivenciar uma história profunda. Estamos abertos a convidar o mundo para vir e visitar o país conosco”, afirmou o político de 66 anos.
Além de sediar o evento, a Guatemala também se destacou há poucos dias ao ser eleita para assumir a vice-presidência da Comissão Regional para as Américas da Organização das Nações Unidas (ONU) Turismo.
O vencedor do Desafio de Turismo Indígena 2025 para a América Latina e o Caribe foi o projeto Atiptalla, no Peru, que promove o envolvimento comunitário entre fornecedores têxteis e alimentícios e é liderado por mulheres.
Entre os finalistas estavam o Parque Ecológico KYAQ K’IX, na Guatemala, que oferece aos visitantes uma conexão com a natureza, a visão de mundo e a espiritualidade maia, e o Embera Nepono, no Panamá, que se concentra na cultura e no idioma.