domingo, 26 abril, 2026

Cairo oferece atrações de diversos períodos da história

Cairo parece uma São Paulo encravada no mundo árabe. São construções verticais de cimento por todos os lados, viadutos cortando avenidas cinzentas, carros amontoados em um trânsito interminável, milhões de pessoas nas ruas e uma poluição que, de tão visível, é quase palpável.

Tudo muda, porém, quando o primeiro chamado às orações é ouvido pelo visitante. A voz do muezim, ecoada do alto dos minaretes das mesquitas, conclama os muçulmanos para rezar – e traz o turista para uma nova realidade. Subitamente, ele começa a notar os senhores barbudos negociando nas vendas, as mulheres de véu caminhando nas calçadas, o casal fumando a narguilé em um café antigo.

Foto: Petchary
Foto: Petchary

Nas barracas de rua, comida farta e apetitosa. Nas lojas dos bazares, roupas de seda coloridas e chamativas. E no horizonte, atrás de edifícios feios e encardidos, um mundo a ser descoberto, cheio de templos centenários e cortado pelo rio Nilo.

Atrações não faltam: das pirâmides de Gizé (a 45 minutos de distância do centro da capital) às ruas medievais do bairro islâmico, o Cairo oferece passeios por diversos períodos da história da humanidade, e para todos os gostos turísticos: para uma imersão no mundo muçulmano, visite a mesquita Al-Azhar (uma das mais importantes do Oriente Médio). Para compras, ande pelo mercado de rua Khan al-Khalili, o mais tradicional da cidade. E para um encontro com o mundo dos faraós, faça um tour pelo Museu Egípcio, que abriga mais de 110 mil relíquias do Egito Antigo, entre elas algumas dezenas de múmias e a máscara de ouro de Tutankhamon. Números de dança do ventre e passeios de barco pelo rio Nilo também podem fazer parte do cardápio.

No meio de tantas distrações, entretanto, o visitante não pode se descuidar: ao sair para a rua, é sempre necessário se informar sobre a situação na Praça Tahrir e adjacências: situado no coração da cidade, ao lado do Museu Egípcio, o local ainda é o principal palco de protestos do país.

O turista também deve saber que, aos olhos de muitos egípcios, ele é apenas uma agência bancária ambulante. Pedidos por baksheesh (gorjeta) e produtos vendidos a preços extorsivos serão uma constante em qualquer tour pela cidade. Pechinche antes de comprar qualquer coisa na rua e nunca tome um táxi sem combinar o preço da corrida antes.

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