MD – Enquanto surfa a onda de novos voos internacionais e um volume crescente de passageiros, o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, terá um novo dono. A empresa de investimentos Vinci Compass anunciou a compra de uma fatia de 70% da participação da Changi, de Singapura, na administração do maior terminal da capital fluminense.
Com a mudanç na estrutura acionária, a Changi passa de 51% para 15,3% de share, enquanto a Vinci Compass abocanha 35,7% logo de cara. Neste momento, a Infraero tem a maior parcela do Galeão, com 49%.
No entanto, a Vinci Compass deve participar do leilão de 2026 que venderá a parte estatal do aeroporto, o que poderá fazer com que a empresa assuma o seu controle de forma definitiva.
A transação atual ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Leilão do Aeroporto do Galeão
A parte do Galeão que hoje pertence à Infraero (49%) deverá ser leiloada no início de 2026. O valor mínimo é de R$ 932 milhões, e dará direito de explorar a concessão até 2039.
Há um acordo entre concessionária, Tribunal de Contas da União (TCU), Anac e Ministério de Portos e Aeroportos que prevê que a Changi terá que trazer também à mesa pelo menos uma proposta.
Isso deve abrir caminho para a Vinci Compass sair vitoriosa sem grandes esforços – a “facilitação” teria sido uma das condições para a empresa topar entrar no grupo que controla o Galeão.
Galeão em ascensão
Depois de anos de subutilização, o Aeroporto do Galeão voltou a ganhar destaque após uma decisão de limitar voos no Aeroporto Santos Dumont, o que forçou a mudança de dezenas de operações domésticas para o terminal internacional.
Segundo o relatório de oferta e demanda da Anac, o terminal registrou quase 10 milhões de viajantes de janeiro a julho de 2025, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Atualmente, só está atrás dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo.
O caminho até chegar à situação atual não foi tão simples. A concessionária que opera o Galeão está em posse do aeroporto desde 2013, mas passou por poucas e boas desde então: saída da Odebrecht da sociedade, pandemia e, justamente, a disputa com o Santos Dumont. A crise sanitária foi o estopim para a Changi buscar um comprador para a sua participação no terminal.
Novos voos internacionais
É como se o Aeroporto do Galeão tivesse florescido de novo a partir do momento em que mais operações domésticas foram transferidas para lá. Um movimento assim naturalmente atrai o interesse internacional, já que as possibilidades de alimentação de voos por meio de conexões crescem bastante.
Para ficarmos apenas em exemplos mais recentes, no começo de agosto, a companhia aérea canadense Air Transat confirmou o início de suas operações no Brasil, com voos partindo do Rio de Janeiro rumo a Toronto e Montreal, seus dois principais hubs no país. As operações estreiam em fevereiro de 2026.
João Goldmeier/Melhores Destinos
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